Morador de Águas Lindas de Goiás, o pastor, documentalista, ativista agrário e defensor dos direitos humanos, além de presidente da Associação Frutos da Terra, percorre o país defendendo justiça social, reforma agrária e dignidade para populações vulneráveis.
Águas Lindas de Goiás (GO) — Em entrevista exclusiva à TVJ NEWSS, realizada nesta terça-feira (6), Pastor Márcio Souza documentalista, ativista agrário e defensor dos direitos humanos, além de presidente da Associação Frutos da Terra falou sobre sua trajetória de luta social e os desafios enfrentados no Brasil atual.

Compondo sua própria história de fé e resistência, Márcio destacou o papel do ativismo como uma luta cotidiana em defesa dos direitos humanos, da agricultura familiar, da reforma agrária, da saúde e da educação para as pessoas menos favorecidas. “É difícil hoje ser um ativista no Brasil devido às perseguições. Muitos ativistas perderam suas vidas por defender as classes mais vulneráveis”, afirmou durante a entrevista, ressaltando a violência e a resistência enfrentadas pela classe camponesa, lavradores e operadores rurais.

Sobre a atuação institucional, Márcio celebrou avanços legais importantes, como o Decreto nº 12.710/2025, publicado em novembro de 2025, que institui o Plano Nacional de Proteção a Defensoras e Defensores de Direitos Humanos, um marco para articular políticas públicas de proteção e fortalecer a segurança daqueles que defendem direitos fundamentais no país.
“Existem muitas pessoas poderosas que não querem perder a massa humana de trabalho, que é menos valorizada. A luta pelos direitos humanos muitas vezes é caluniada, difamada e injuriada. Mas é uma luta que vamos continuar”, declarou Márcio, reafirmando seu compromisso com a causa.
Morador de Águas Lindas de Goiás há mais de dois anos e meio, ele também relatou suas viagens por estados como Bahia, Mato Grosso, Pará e Tocantins, onde vem observando e denunciando, junto ao Ministério da Justiça, ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, ao Senado Federal, à Câmara dos Deputados e às comissões de direitos humanos, inúmeros casos de violações e crimes contra populações do campo.

Ao final da entrevista, Pastor Márcio Souza reafirmou que a luta continua. “Vamos seguir em frente, defendendo também pessoas idosas, crianças e todas as populações vulneráveis. Essa é uma causa coletiva e não pode parar.”
A entrevista reforça o papel de lideranças que transformam fé e compromisso social em instrumentos de resistência, denúncia e transformação, em um país ainda marcado por profundas desigualdades sociais.
Texto: Johnson Nascimento Jornalista / DRT: 0013777
Fotos: Associação Frutos da Terra
